O macho lusitano é um caracterizado por um sentido de família muito forte, sensibilidade e um gosto apurado pelas artes culinárias e futebolísticas. Destaca-se os bitaites e os piropos.
2007/07/28
Pêlos no fundo fundo das costas Ora caros amigos, tive a oportunidade de disfrutar de um fim de semana em Vilamoura.
Bem....dizendo bem a sério, Vilamoura foi só quando fomos ao Casino, mas mesmo este não correu bem porque não nos deixaram entrar.
Vejam lá que o Porteiro não me deixou entrar só porque eu vinha com chinelo de dedo. Fosca-se...então um gajo sai da praia, ós póis tem que comer uns caracóis que o pessoal tem fome, bebe umas cervejas, coça a barriga. Claro que com isto tudo são 10 da noite, hora para ir jogar uma mánica....fica aqui o aviso...NÃO DEIXAM ENTRAR NO CASINO DE chinelo!
Bem...onde realmente ficámos foi em Quarteira, esse lindo, aprazível e bem enquadrado sítio do Allgarve!
Quando tava a almoçar deparei com um dos "nossos"! Não precisámos trocar palavras....ele tava a almoçar com a família. Como é que eu reparei que era Macho Lusitano:
1. Almoça em público sem a camisa. 2. Tinha um fio com uma cruz e uma unha de tigre. 3. Tinha um farto tufo de pêlos no fim das costas, príncipio do rabo.
Não resisti!...aqui fica mais uma prova que ainda somos alguns!
Encontrei por ai um belogue que realmente deixou-me a acreditar que existem resistentes. Estou a falar-vos do sáite Cavaleiros do Apocalipsio. Entre as pérolas esta é importante.
São os Toninhos. Neste vídeo podemos ficar a saber um pouco mais de nôs...dos tugas, ...dos machos lusos e a sua distribuição geográfica em Portugal!
Eu só fui convidado para fazer o contraditório. Mas macho verdadeiro não dança NUNCA músicas como Macho Man ou YMCA. E não me venham com histórias que estavam bêbados, foi só naquela festa, estavam a ver se conquistavam alguma, não se lembram ou qualquer outra desculpa... Pior ainda é dizerem que foi naquela fase em que iam à Kapital de sapatinho vela, camisa fora das calças e encharcados em perfume.
Para que se perceba bem: NUNCA!
(as saudades que eu tenho de fazer umas flexões numa sala alcatifada e com meias brancas de turco, uiiiii)
Deixo-vos alguns exemplos do que somos...ou eventualmente se ainda formos novos...o que devemos almejar ser um dia. Machos latinos no seu apogeu. Estas imagens só me fazem lembrar o filme 300 e a luta dos espartanos!
Por vezes é difícil fazer entender às senhoras nossas esposas, como é importante que a máquina de tirar imperiais fique na sala, mesmo junto ao sofá, de frosques para a TV.
Fazer entender que quando há jogo da bola na TV...os amigos vão lá a casa...e que gostam de beber um copo...ou dois...ou dez!
Ora...ter de ir à cozinha encher o copo pode levar a perder um lance importante, ou até mesmo um fora de jogo duvidoso...ou uma imagem da bancada de duas boazudas com uma cartolina a dizer "Mané, dá-me a tua camisola no fim!"...
Deixo-vos então uma maneira simples e eficaz de tirar da sala aquele vaso, ou porcelana (oferecido por uns tios dela no casamento) e colocar a tão desejada máquina de cerveja. NOTA: Só têm que arranjar dois gatos...ou cães...ou mesmo um garoto que ainda não fale, e mesmo que fale, se diz que é mentira leva logo uma lamparina.
“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas” in Jornal das Moças, 1957
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto”, Revista Cláudia, 1962
“A desarrumação numa casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa”, in Jornal das Moças, 1965
“A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos”, in Jornal das Moças, 1959
“Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa”, in Jornal das Moças, 1959
“A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara”, in Revista Cláudia, 1962
“Mesmo que um homem consiga divertir-se com a sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu”, in Revista Querida, 1954
“O noivado longo é um perigo”, in Revista Querida, 1953
“É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido”, in Jornal das Moças, 1957
“O lugar da mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza”, in Revista Querida, 1955
É por estas e por outras que por vezes julgo que nasci no ano errado...